KOTA Viagens anteriores AFRICA

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A relação dos Terrakota com África é umbilical. Foi lá que tudo começou. Inspirados por uma lisboa africanizada, fizeram-se ao caminho para aí beber a pura sabedoria dos Kotas.

KOTA PEGADA: JUNIOR, ALEX e HUMBERTO- ÁFRICA OCIDENTAL (Costa do Marfim, Senegal, Burkina Faso e Mali)

MARÇO/ABRIL 1999

Família de Baba ( Burkina Faso )

Os três fanáticos do Djembé de Lisboa, que por esta altura animavam muitos dos seus jardins, com animados ensaios de batukada mandinga, decidem partir à descoberta da África ocidental. A viagem é feita de avião para Abidjan (Costa do Marfim) com escala de uma semana em Dakar (Senegal) carregando guitarras e tambores às costas.

Em Dakar, acontecem os primeiros contactos com os loucos ritmos e danças Sabar da etnia Wolof e perdem-se em longas jams na casa-galinheiro de Scratchy Jerry. Aí ouvem-se os primeiros acordes de Mali e Bolomakoté e nascem os Terrakota.

Em Abidjan, enfrentam as brutais assimetrias desta mega babylon africana. Passam uma semana numa escola de dança e percussão onde descobrem a forma ultra-física e rápida de tocar djembé Ivory styley … alucinante !!! Ávidos de África mais roots, mais pé na tchon, decidem apanhar a mítica ligação de comboio Abidjan-Bobo Dioulasso (no Burkina Faso).

Junior ( Burkina Faso)

Chegados a Bobo, sentem-se muito rapidamente em casa, numa sucessão de encontros e acontecimentos que os faz conhecer a familia de músicos de Baba Diarra e o bairro de Bolomakoté onde decidem imediatamente se instalar. O bairro destila música por todos os poros, há diferentes ensaios quase todos os dias e festas com música aos fins-de-semana.

Estúdio do Baba (Burkina Faso) Rapidamente, conhecem Cool Man, um grande amigo que os acompanhou sempre e a família de Cyrille e Aline Moyenga, que os acolhe no pátio onde vivem juntamente com mais quatro famílias. Este é o momento da descoberta do balafon burkinabé e do N’Goni de escala pentatónica, das loucas bandas de casamentos e funerais, das jams desvairadas nos chapalos de Bolomakoté, dos lindos tecidos africanos, mas sobretudo, da simplicidade e sorriso rasgado dos burkinabés. Aqui, entram realmente em  África e absorvem muita coisa que viria rapidamente a mudar as suas vidas e forma de encarar a música.

Humbateria (Burkina Faso)

De vez em quando, ao serão no pátio ouve-se um reggae meio afro em que o Júnior canta este amor por Bolomakoté. Pode-se dizer que aqui criaram verdadeiramente raízes e família. Vários músicos amigos por lá passaram também e voltariam mais tarde.

Alex e Humberto nas Cascatas de Banfora (Burkina Faso )

A meio da longa estadia no Burkina, decidem ir descobrir um pouco do Mali e apanham um transporte para Mopti banhado pelo rio Níger. Aí comem muito peixe seco, vagueiam pelo lindo mercado e suportam temperaturas próximas dos 50 graus e tempestades de areia vindas do deserto. Encontram uma realidade completamente diferente da do Burkina … começam a entender a riqueza social e cultural de África, onde basta andar algumas centenas de quilómetros para mudar completamente de cenário. Em Mopti, não conseguem entrar em contacto com músicos e acabam por voltar para Bobo Dioulasso, onde permanecem o resto do tempo aprendendo muito mais sobre música africana, mas sobretudo sobre a forma de ser africana, a importância da família, o respeito pelo Kota etc. No regresso, trazem muitos instrumentos- N’Goni, Balafon e Djembés- que viriam a ser a base de trabalho dos primeiros tempos dos Terrakota.

                                                                                                         

KOTA PEGADA- NATANIEL- GUINÉ CONAKRY 2003

carro aldeia 2003

Tratou-se do meu primeiro profundo mergulho na Africa negra. Um dia depois de aterrar na cidade de Conakry já estava a ter aulas de Ballafon e Percussão com mestres locais, com quem tambem fui viajar nas suas aldeias de origem onde tive experiências que me marcaram para o resto da minha vida!

bailarinas da aldeia 1 2003 tratada

Estive grande parte do tempo na companhia dos meus amigos mexicanos que tinha conhecido uns meses antes em Cuba.

Nata com o pilão na aldeia 2003

                                                                                                        

KOTA KOMBOIO: TERRAKOTA-SENEGAL

JANEIRO/FEVEREIRO 2004 

Gravação do 2.º álbum Humus Sapiens nos estúdios XIPPI da família de Youssou N’Dour

O talho de Yoff 2004

Numa altura em que os Terrakota ainda tinham o apoio financeiro de uma editora independente, através do seu técnico Dominique Borde, decidem gravar o 2º álbum nos estúdios Xippi em Dakar, tendo assim oportunidade de estar todos juntos em África durante dois meses.

Terrakota no Djagendjai Dakar 2004

Foi sobretudo uma viagem de intenso trabalho com todas as condicionantes logísticas dos grandes grupos, feita de avião a partir de Lisboa.

No djagendjai (Dakar 2004)

Ficaram alojados no Bairro de Yoff junto ao mar de onde todos dias apanhavam o Djagendjai para o estudio.

Junior no estúdio Xippi ( Dakar )

As gravações foram bastante fluídas e relaxadas com muito thiéboudjen e mafé pelo meio, tiveram os seus precalços mas conseguiram ter tudo pronto em tempo.

Regie do estúdio Xippi PB Dakar

Nos tempos livres foram a soirées senegalaises, a muitos sabares, tocaram com músicos locais, reencontraram-se com Scatchy Jerry que participou no disco e vagueram intensamente por Dakar e arredores, criando uma conexão intima com a cultura wolof.

Praia de Yoff - Dakar

 

                                                                                                        

KOTA PEGADA: JUNIOR, ALEX, DAVIDE e HUMBERTO- ÁFRICA OCIDENTAL (Marrocos, Mauritania, Mali, Burkina Faso)

JANEIRO/FEVEREIRO 2005

No Inverno de 2005, depois de dois anos de tournée intensa, os Terrakota decidem descansar uns meses. Estes quatro compram um Peugeot 504 e rumam a África com um grupo de amigos de Abruzzo (Itália). Untitled-7

A pouco e pouco, parando aqui e ali (Chefchaouen, Essaouira, Sidi Ifni, Daklha) atravessam os três riffs e vão descendo rodeados de oceano à direita e deserto à esquerda, até chegarem à fronteira da Mauritânia onde as feições e expressões já cheiram intensamente a Sahel e África Negra.

montagem 4 verticais

Do outro lado, têm pela frente dois dias de travessia do deserto a terminar com um raid de 80 km pela areia molhada da praia. Contratam um guia, Ahmed, que com paragens pelo meio, os orienta com sucesso até á capital Nouakchot. A Peugeot 504 entretanto baptizada de Lion of the Desert desliza sem nunca atolar pelas dunas e os seus ocupantes disfrutam da beleza e vastidão únicas do Sahara.montagem 3 hor
Depois de alguns dias em Nouakchot, rumam para o interior da Mauritânia para entrar no Mali por Nioro du Sahel … por esta altura já estão a entrar pela savana africana, seus sabores e olhares. Depois de ultrapassados os clássicos entraves fronteiriços, lançam-se numa das pistas mais duras da África Ocidental direcção Sul. No final do primeiro dia, o carro dos amigos de Abruzzo tem uma avaria e são felizmente forçados a parar numa pequena aldeia no meio da Savana chamada Kuongo.

montagem kuongo

Por casualidade, apanham a festa do Tabaski e vivem momentos únicos, sendo acolhidos de braços abertos por toda a aldeia. Seguem viagem, com passagem por Bamako, rumo ao pais Dogon onde os italianos têm a sua “familia africana”. Ai, entram em contacto com a cultura Dogon e disfrutam de passeios pelo sopé e falésia do planalto Dogon.

X.bmp

Ansiosos por Bobo Dioulasso acabam por voltar á pista Africana sempre apontados para sul, rumo à fronteira do Burkina Faso. Depois de passar pela capital Ouagadougou, finalmente, chegam a Bobo Dioulasso, 7 anos depois onde voltam ao pátio da familia Moyenga e á vida de Bolomakoté sempre em torno de ensaios, chapalos, funerais e casamentos mas tambem, como têm o Lion of the desert, deambulam bastante pela região, conhecendo aldeias, cascatas, mercados locais etc..

mohtagem burkina

No final, deixam o carro com a familia Moyenga e voltam a Bamako para apanhar um avião para Madrid de onde voltam a Lisboa por estrada com mais um carregamento de instrumentos e inspiração.TEAM CABAÇA 2.bmp

                                                                                                       

KOTA PEGADA: NATANIEL e DAVIDE- SENEGAL

Janeiro/Fevereiro 2006

ndiaga n'djaye kedou

Depois de fazermos um workshop de Sabar em Lisboa com o músico Thio M’Baye, partimos para Dakar onde fomos muito bem acolhidos em sua casa. Mais tarde fomos ter com a sua familia a Kaolack onde fizémos uma exploração intensiva desta cultura tão rica e fortemente implantada no pais.

le thiou

Tivémos muita sorte com as pessoas que fomos conhecendo pelo caminho que nos foram mostrando e ensinando muitas coisas. Aproveitámos tambem para viajar ao sudeste do Senegal onde nos deparamos com influencias culturais e religiosas já muito distintas.

boa companhia salemata

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